Bolsas europeias fecham em queda com tensões entre EUA e Irã
Principais índices da Europa recuaram nesta quarta-feira pressionados pela escalada geopolítica e pela alta nos rendimentos de títulos soberanos.
Pontos principais
- Índices como FTSE 100, DAX e CAC 40 registraram quedas entre 0,23% e 0,77%.
- Rendimentos dos títulos de 10 anos da Alemanha e do Reino Unido atingiram máximas não vistas desde 2011 e 2007, respectivamente.
- Setores automotivo e de luxo lideraram as perdas, com a Volkswagen registrando queda de 3,1%.
- O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, reafirmou o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal.
- Analistas do Julius Baer apontam que, apesar da tensão, o fluxo de petróleo e gás permanece resiliente.
As bolsas europeias encerraram o pregão desta quarta-feira em território negativo, refletindo a cautela dos investidores diante da escalada das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã. O clima de aversão ao risco foi agravado pela forte alta nos rendimentos dos títulos soberanos, com o Bund alemão e o Gilt britânico atingindo patamares recordes de longo prazo, o que pressiona o custo de capital e desvaloriza ativos de risco. O setor automotivo foi um dos mais afetados, com destaque para a queda de 3,1% nas ações da Volkswagen. Paralelamente, o mercado monitora alertas do setor de luxo sobre a volatilidade na demanda chinesa. Apesar do cenário de incerteza, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, reiterou o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal, enquanto especialistas do Julius Baer observam que o fornecimento global de energia segue resiliente.
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