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Ray Dalio alerta para vulnerabilidade de títulos do Tesouro dos EUA

O investidor Ray Dalio aponta que a menor demanda de China e Japão por títulos americanos pode elevar a volatilidade e agravar a crise da dívida.

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Foto: InvestNews
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06/10 às 11:15 · atualizado 12:03

Pontos principais

  • Ray Dalio afirmou que títulos do Tesouro dos EUA estão vulneráveis devido à redução da demanda de grandes credores.
  • China e Japão, historicamente os maiores detentores de dívida americana, têm diminuído suas participações.
  • Rendimentos dos títulos de 10 anos atingiram 5,3%, o nível mais alto desde 2002.
  • O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo busca conter a dívida via crescimento e cortes de gastos.
  • Dalio projeta que os EUA podem enfrentar uma crise de dívida significativa dentro de três anos.

O megainvestidor Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, alertou recentemente que os títulos do Tesouro dos Estados Unidos enfrentam um cenário de crescente vulnerabilidade. Segundo o bilionário, a redução da demanda por parte da China e do Japão, que historicamente figuram como os maiores detentores da dívida americana, pode intensificar a volatilidade no mercado financeiro e pressionar os rendimentos dos papéis, que já operam próximos a 5,3%, patamar não visto desde 2002.

Dados recentes corroboram a preocupação de Dalio, indicando que o Japão reduziu suas posições em US$ 12,8 bilhões apenas em julho, enquanto o estoque chinês recuou significativamente em relação ao seu pico histórico. Em resposta ao cenário, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que a administração de Donald Trump trabalha para reverter a trajetória de endividamento do país por meio de uma estratégia focada em crescimento econômico e contenção de gastos públicos.

Além dos riscos fiscais, Dalio também manifestou cautela em relação ao setor de tecnologia, apontando dificuldades crescentes de financiamento para empresas que investem pesadamente em inteligência artificial. O investidor estima que, caso as tendências atuais de endividamento e demanda externa persistam, os Estados Unidos podem enfrentar uma crise de dívida mais severa dentro de um horizonte de três anos.

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