Governo federal atualiza lista suja do trabalho escravo com 82 novos nomes
O Ministério do Trabalho e Emprego incluiu 82 novos empregadores na lista suja do trabalho escravo e removeu 151 nomes após cumprimento de sanções.
Pontos principais
- O governo federal adicionou 82 novos empregadores à lista de trabalho escravo em 6 de outubro de 2026.
- A atualização resultou no resgate de 553 trabalhadores em 21 estados brasileiros.
- Minas Gerais lidera o número de novos registros, com foco em setores como pecuária e café.
- 151 empregadores foram removidos do cadastro após cumprirem o período obrigatório de dois anos.
O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou, nesta segunda-feira (6), o Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. A nova lista inclui 82 novos nomes, sendo 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas, cujas infrações resultaram no resgate de 553 trabalhadores em 21 estados entre 2024 e 2026. Minas Gerais concentra o maior volume de registros, com ocorrências frequentes na pecuária, serviços domésticos e produção de café.
A inclusão no cadastro ocorre após a conclusão definitiva de processos administrativos, sem possibilidade de novos recursos, servindo como mecanismo de transparência e restrição ao crédito. Paralelamente, 151 empregadores foram retirados da lista após completarem o período obrigatório de dois anos de permanência. A medida impacta diretamente o acesso dessas empresas a financiamentos bancários e contratos com o poder público.
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