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Amado Batista e BYD incluídos na 'lista suja' do trabalho escravo

A "lista suja" do trabalho análogo à escravidão foi atualizada, adicionando 169 empregadores, incluindo o cantor Amado Batista e a montadora BYD, após o resgate de mais de 2.200 trabalhadores.

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Foto: G1 - Economia
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07/04 às 08:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou a "lista suja" do trabalho análogo à escravidão, adicionando 169 novos empregadores.
  • Entre os novos nomes estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD, elevando o total para 613 empregadores.
  • A inclusão da BYD ocorreu após o resgate de 163 trabalhadores chineses em sua obra em Camaçari (BA), que estavam em condições precárias e tiveram passaportes retidos.
  • A investigação do MTE concluiu que a BYD teve responsabilidade direta pela vinda irregular e pelas condições degradantes dos trabalhadores.
  • A BYD firmou um acordo de R$ 40 milhões com o MPT-BA e duas empreiteiras após ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas.
  • Amado Batista foi incluído após 14 trabalhadores serem encontrados em situação análoga à escravidão em dois de seus sítios em Goianápolis (GO).
  • A assessoria de Amado Batista informou que um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado com o MPT e as obrigações trabalhistas já foram quitadas.

O governo federal, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), atualizou a "lista suja" de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, adicionando 169 novos nomes. Entre os incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD, elevando o total de empregadores na lista para 613. A atualização da lista resultou no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração entre 2020 e 2025, em 22 estados. O Cadastro de Empregadores é publicado semestralmente para dar transparência às ações de combate ao trabalho escravo, e a inclusão ocorre após a finalização de processos administrativos com direito a ampla defesa.

A inclusão da BYD decorre do resgate de 163 trabalhadores chineses em sua obra em Camaçari (BA), que foram encontrados em alojamentos precários, com passaportes retidos, salários enviados para a China e jornadas exaustivas. A investigação do MTE concluiu que a BYD teve responsabilidade direta pela vinda irregular e pelas condições degradantes, jornada exaustiva e restrição de locomoção dos trabalhadores, que incluíam falta de higiene e alimentação inadequada. As autoridades brasileiras consideram a BYD responsável pelas condições dos trabalhadores, mesmo que contratados por terceiros. A montadora firmou um acordo de R$ 40 milhões com o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) e duas empreiteiras após uma ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas. A inclusão na lista prejudica a reputação da BYD e impede a obtenção de certos empréstimos de bancos brasileiros.

Amado Batista foi citado como proprietário de dois sítios em Goianápolis (GO), onde foram encontrados 14 trabalhadores em situação análoga à escravidão. As decisões administrativas contra os sítios do cantor foram oficializadas em agosto e novembro de 2025. A assessoria de Amado Batista informou que um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado com o MPT e as obrigações trabalhistas já foram quitadas.

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