A "lista suja" do trabalho análogo à escravidão foi atualizada, adicionando 169 empregadores, incluindo o cantor Amado Batista e a montadora BYD, após o resgate de mais de 2.200 trabalhadores.
O governo federal atualizou a "lista suja" de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, adicionando 169 novos nomes. Entre os incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD, elevando o total de empregadores na lista para aproximadamente 613. A atualização da lista resultou no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração entre 2020 e 2025, em 22 estados.
A inclusão da BYD decorre do resgate de 220 trabalhadores chineses em sua fábrica na Bahia, que foram encontrados em alojamentos precários, com passaportes retidos, salários enviados para a China e jornadas exaustivas. As autoridades brasileiras consideram a BYD responsável pelas condições dos trabalhadores, mesmo que contratados por terceiros. A montadora firmou um acordo de R$ 40 milhões com o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) e duas empreiteiras após uma ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas. A inclusão na lista prejudica a reputação da BYD e impede a obtenção de certos empréstimos de bancos brasileiros.
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