A China criticou a inclusão da montadora BYD na "lista suja" brasileira de trabalho análogo à escravidão, que agora totaliza 613 empregadores, após atualização que resgatou 2.247 trabalhadores.
A China expressou descontentamento com a inclusão da montadora BYD na "lista suja" brasileira de trabalho análogo à escravidão. A atualização da lista, divulgada semestralmente pelo Ministério do Trabalho, adicionou 169 empregadores, elevando o total para 613 nomes. Entre os novos incluídos estão a BYD e o cantor Amado Batista, e a operação resultou no resgate de 2.247 trabalhadores.
A BYD foi adicionada à lista após o resgate de 220 trabalhadores chineses em sua fábrica em Camaçari (BA), que estavam em condições precárias, com passaportes retidos e jornadas exaustivas. Em decorrência disso, o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) firmou um acordo de R$ 40 milhões com a BYD e duas empreiteiras. Amado Batista, por sua vez, foi autuado por irregularidades em duas propriedades em Goianápolis (GO), envolvendo 14 trabalhadores sem registro, jornadas exaustivas e condições degradantes, embora sua assessoria negue as acusações. A inclusão na lista ocorre após o encerramento de todas as etapas administrativas e julgamento definitivo, permanecendo por dois anos, a menos que haja reincidência. Empregadores podem evitar ou sair da lista antes do prazo ao firmar um Termo de Ajuste de Conduta, com indenização e programas de apoio às vítimas. Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota e anônima pelo Sistema Ipê, do Ministério do Trabalho e Emprego.
7 abr, 08:01
3 abr, 07:00
13 mar, 00:00
24 fev, 16:01
29 jan, 13:02