Especialistas alertam para consumo excessivo de produtos proteicos
O mercado de alimentos enriquecidos com proteína cresce globalmente, mas nutricionistas advertem que o excesso pode ser ineficaz ou prejudicial.
Pontos principais
- O mercado global de bem-estar deve atingir US$ 10 trilhões até 2029.
- A Anvisa exige critérios específicos de conteúdo proteico para rotulagem.
- Dietas equilibradas geralmente suprem as necessidades de praticantes de exercícios.
- O consumo exagerado de proteína pode sobrecarregar rins e fígado em pessoas com condições prévias.
O mercado de produtos enriquecidos com proteína vive uma expansão acelerada, com a indústria diversificando sua oferta em bebidas, snacks e massas para atrair o público fitness. Com projeções que indicam uma movimentação de US$ 10 trilhões até 2029, o setor utiliza estratégias de marketing focadas em rótulos que destacam o teor proteico, seguindo normas da Anvisa para as classificações de fonte ou alto conteúdo do nutriente.
Apesar da popularidade, especialistas em nutrição alertam que a suplementação nem sempre é necessária, visto que uma dieta equilibrada costuma ser suficiente para a maioria dos praticantes de atividades físicas. O consumo excessivo, quando realizado sem orientação profissional, não garante melhora no desempenho e pode representar riscos significativos à saúde, especialmente para indivíduos com doenças renais ou hepáticas preexistentes.
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