Crianças enfrentam risco de morte para frequentar escola no Iêmen
Estudantes em Taiz arriscam a vida sob fogo de franco-atiradores e morteiros para chegar às escolas em meio ao cerco intensificado na região.
Pontos principais
- A cidade de Taiz vive um cerco intensificado após o corte de rotas de suprimentos pelos houthis.
- Estudantes enfrentam disparos de franco-atiradores e ataques de morteiros no trajeto escolar.
- A Unicef estima que milhares de crianças foram mortas, feridas ou recrutadas desde 2014.
- Um ataque recente de morteiro em uma oficina local resultou na morte de uma criança de três anos.
Crianças que vivem em Taiz, no Iêmen, enfrentam diariamente o risco de morte para frequentar a escola. A região, marcada por um conflito prolongado, tornou-se um cenário de perigo constante devido à proximidade entre posições de franco-atiradores houthis e forças governamentais. Professores e moradores relatam que a rotina escolar é interrompida pela ameaça frequente de disparos e ataques de morteiros, que atingem áreas civis e comprometem a segurança básica da população local.
A situação humanitária na cidade agravou-se recentemente com o bloqueio de rotas vitais de suprimentos pelos houthis, intensificando o cerco à população. Dados da Unicef indicam que o conflito, iniciado em 2014, já resultou em milhares de crianças mortas, feridas ou recrutadas por grupos armados. A violência constante, exemplificada por ataques recentes que vitimaram menores de idade, sublinha a vulnerabilidade extrema dos civis diante da escalada da guerra civil iemenita.
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