Ataques a petroleiros perto de Ormuz chegam ao pico desde o início da guerra
A UKMTO relatou quatro ataques em um dia; no Iêmen, o governo diz ter retomado a cidade portuária de Mocha dos houthis.
Pontos principais
- A UKMTO divulgou em 5 de outubro quatro ataques a petroleiros e uma ameaça da Guarda Revolucionária do Irã.
- O ataque ao MT On Peace, de bandeira panamenha, feriu 12 dos 19 tripulantes, 11 deles indianos; a Índia condenou o ataque.
- O CENTCOM diz ter redirecionado 130 embarcações e destruído 13 desde a retomada do bloqueio, em 14 de julho.
- O governo do Iêmen diz ter retomado Mocha, no Mar Vermelho, em contraofensiva contra os houthis.
- O CEO da Saudi Aramco disse que quase 3 bilhões de barris de oferta foram perdidos desde o início do conflito.
- Desde julho, ao menos nove marinheiros morreram, segundo a IMO.
- No aviso sobre o ataque das 16h37 UTC, a UKMTO não registrava vítimas nem impacto ambiental naquele momento.
É a sequência de ataques mais intensa contra a navegação em torno de Ormuz desde o início da guerra entre EUA e Irã, em 28 de fevereiro. O ataque mais recente, às 16h37 UTC, incendiou a casa de máquinas de um petroleiro, e outro navio que entrava no estreito, a cerca de 11 milhas náuticas de Khasab, em Omã, recebeu ordem da Guarda Revolucionária para dar meia-volta e obedeceu. No aviso do ataque às 16h37, a UKMTO descreveu o projétil como desconhecido e informou que autoridades investigavam o caso. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, chamou as negociações com os EUA de "sem sentido"; Trump disse continuar aberto a negociações diretas.
No Iêmen, o governo reconhecido internacionalmente lançou contraofensiva perto do estreito de Bab al-Mandeb, e autoridades dizem que a coalizão liderada pela Arábia Saudita também tomou Dhubab, Bab e Hadeid, além de bombardear instalações de armas dos houthis em Sanaa. Os aeroportos sauditas de Jazan e Najran foram alvo de dois ataques, que feriram três pessoas.
Amin Nasser, da Saudi Aramco, disse que recompor os estoques pode levar até dois anos mesmo após a reabertura total de Ormuz. O frete de superpetroleiros (VLCCs) do Golfo Pérsico para a China chegou a cerca de US$1 milhão por dia.
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