Mísseis houthis ferem 13 civis em três cidades da Arábia Saudita
A coalizão saudita disse que vai responder aos ataques houthis em Khamis Mushait, Abha e Taif "com responsabilidade e firmeza", invocando o Artigo 51 da Carta da ONU, enquanto o oleoduto Leste-Oeste segue fora de operação.
Pontos principais
- A coalizão liderada pela Arábia Saudita, formalmente chamada de "Coalizão de Apoio à Legitimidade no Iêmen", disse em 15 de setembro que mísseis balísticos e drones houthis feriram 13 civis em 14 de setembro.
- O porta-voz, major-general Turki al-Malki, afirmou que os ferimentos variaram de leves a moderados; sete casas e dois veículos foram danificados.
- O comunicado atribui a repetição dos ataques ao que chama de "enfoque terrorista e ideologia extremista" da milícia houthi e diz que a coalizão vai agir "com responsabilidade e firmeza", invocando o Artigo 51 da Carta da ONU e o princípio de autodefesa para adotar as medidas operacionais necessárias e deter o grupo.
- Os houthis disseram ter disparado dezenas de mísseis e drones contra a base aérea de Khamis Mushait, mirando hangares, radares, pistas e depósitos.
- O grupo, alinhado ao Irã, tomou o controle da costa do Mar Vermelho do Iêmen e do Estreito de Bab al-Mandab na semana anterior.
- Operadores estimam que uma parada prolongada do oleoduto saudita Leste-Oeste, de 7 milhões de barris/dia, pode retirar até 4% da oferta global de petróleo.
- O CENTCOM rejeitou a alegação da IRGC de que o petroleiro El Gaia teria atingido uma mina naval, atribuindo os danos a um míssil e a um drone iranianos.
Riad culpa por esse ataque ao oleoduto milícias apoiadas pelo Irã no Iraque e não informou quando as operações podem ser retomadas, um agravante enquanto o Estreito de Ormuz segue em boa parte bloqueado. Os houthis descreveram sua ofensiva como retaliação a bombardeios sauditas no Iêmen.
No plano diplomático, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse em 14 de setembro que Teerã está pronto para negociar, inclusive sobre seu programa nuclear, se Washington suspender sanções e parar de negociar sob pressão militar: "Estamos prontos para o diálogo", afirmou à India Today, pedindo que "os Estados Unidos devem suspender suas sanções, abandonar o unilateralismo, não falar conosco pela força". Trump escreveu no Truth Social que "a Nação fracassada do Irã quer fazer um acordo, rápido e desesperadamente", e disse que os EUA estão "abertos" ao "conceito" de um acordo.
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