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Sony Music dobra pedidos de remoção de deepfakes de IA

A gravadora solicitou a exclusão de 260 mil faixas geradas por IA que imitam seus artistas, intensificando o combate à fraude no streaming.

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05/10 às 17:52

Pontos principais

  • O número de pedidos de remoção subiu de 135 mil em março para 260 mil em setembro de 2026.
  • Artistas como Adele, Harry Styles e Michael Jackson foram alvos frequentes de vozes clonadas por IA.
  • Executivos estimam que fraudes de streaming podem causar prejuízos anuais de até US$ 2,2 bilhões ao setor.
  • A Sony, junto com Universal e Warner, aderiu à Streaming Integrity Initiative da IFPI para combater abusos.
  • Dennis Kooker, da Sony, estima que entre 5% e 10% dos streams globais possam ser fraudulentos.
  • A empresa apoia o projeto de lei americano NO FAKES Act para proteger a voz e a imagem de artistas contra réplicas digitais.

A Sony Music intensificou sua ofensiva contra o uso não autorizado de inteligência artificial, reportando um aumento expressivo na necessidade de remover conteúdos que imitam seus artistas. A gravadora afirma que a proliferação de deepfakes ocorre em larga escala, prejudicando a reputação dos músicos e confundindo o público, além de desviar royalties por meio de sistemas automatizados de streaming.

O combate a essas práticas tornou-se um desafio crescente para a indústria, que estima perdas bilionárias anuais devido a fraudes. Além das ações de remoção direta, a Sony tem buscado soluções legais e tecnológicas, incluindo processos contra plataformas de IA como a Suno e o suporte a legislações específicas, como o NO FAKES Act, que visa estabelecer direitos federais sobre a voz e a imagem de indivíduos no ambiente digital.

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