Terapia gênica restaura visão em cães com deficiência retiniana
Pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan usaram terapia gênica para reparar conexões nervosas e melhorar a visão em cães.
Pontos principais
- Estudo publicado na revista Molecular Therapy Advances utilizou terapia gênica de dose única.
- O tratamento corrigiu falhas no gene CaBP4, responsável por deficiências visuais desde a infância.
- A técnica empregou um vírus inofensivo para entregar uma cópia funcional do gene à retina.
- Resultados indicaram melhora na visão em baixa luminosidade e benefícios mantidos por até três anos.
- Cientistas avaliam a possibilidade de transpor a abordagem para tratamentos em seres humanos.
Pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan desenvolveram uma terapia gênica capaz de restaurar a função retiniana e reparar conexões nervosas em cães. O estudo, publicado na revista Molecular Therapy Advances, focou em animais com uma condição genética rara causada por cópias defeituosas do gene CaBP4. A intervenção utilizou um vírus inofensivo para inserir uma versão funcional do gene diretamente na retina, resultando em melhorias significativas na visão, especialmente em condições de baixa luminosidade.
Liderada pela oftalmologista veterinária Billie Beckwith-Cohen, a equipe observou que os benefícios do tratamento foram duradouros, com acompanhamento positivo por até três anos. Além da melhora funcional, os exames mostraram a expansão da camada plexiforme externa da retina. Embora os testes tenham sido realizados exclusivamente em modelos caninos, os cientistas acreditam que a metodologia abre caminhos promissores para futuras aplicações terapêuticas em seres humanos com patologias oculares semelhantes.
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