Startup cria beagles geneticamente editados para serem hipoalergênicos
A Kindred Companion Sciences utilizou a tecnologia CRISPR para desenvolver cães que não produzem a proteína causadora de alergias em humanos.
Pontos principais
- A Kindred Companion Sciences utilizou a técnica CRISPR para editar o genoma de dois beagles, Alfie e Bailey.
- Os animais foram gerados por meio de clonagem e implantados em uma fêmea para gestação.
- A modificação visa eliminar a proteína responsável por reações alérgicas em tutores humanos.
- Especialistas em ética e bem-estar animal alertam para possíveis riscos à saúde dos cães e questionam a conveniência da prática.
A startup Kindred Companion Sciences anunciou o desenvolvimento de dois beagles geneticamente editados, batizados de Alfie e Bailey, utilizando a tecnologia CRISPR. O objetivo da intervenção foi modificar o genoma dos animais para que eles deixem de produzir a proteína causadora de alergias em humanos. Os filhotes foram gerados por meio de clonagem, um processo que levanta novos questionamentos sobre os limites da engenharia genética aplicada a animais de estimação. O experimento reacendeu um intenso debate na comunidade científica sobre a ética de alterar o código genético de seres vivos para atender à conveniência humana. Especialistas alertam para o risco de consequências imprevisíveis à saúde dos pets a longo prazo, comparando o impacto da técnica com as preocupações já existentes sobre doenças hereditárias causadas por práticas tradicionais de cruzamento seletivo.
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