Malásia repatria 1.500 cidadãos de Mianmar ignorando alertas da ONU
Cerca de 1.500 cidadãos de Mianmar foram enviados de volta pela Malásia, apesar de preocupações internacionais sobre a segurança no país.
Pontos principais
- A repatriação envolveu o transporte de 1.500 pessoas em navios de guerra e um navio hospitalar até Yangon.
- O grupo inclui 86 mulheres que haviam sido condenadas por violações de imigração na Malásia.
- A ONU e grupos de direitos humanos alertaram para riscos de perseguição e recrutamento militar forçado.
- A ação faz parte de um plano maior que prevê a repatriação de 5.000 cidadãos de Mianmar em etapas.
A Malásia concluiu a repatriação de cerca de 1.500 cidadãos de Mianmar, que chegaram a Yangon no último domingo a bordo de navios militares. A operação, que incluiu 86 mulheres condenadas por permanência irregular em território malaio, integra um plano mais amplo do governo para devolver 5.000 cidadãos de Mianmar ao país de origem em etapas sucessivas.
A medida foi alvo de críticas severas da ONU e de organizações de direitos humanos, que alertaram para os graves riscos de perseguição e recrutamento militar forçado enfrentados pelos repatriados. Mianmar vive um cenário de instabilidade e conflito desde a tomada de poder pelos militares em 2021, o que torna o retorno, segundo especialistas, uma violação dos princípios de proteção internacional para populações vulneráveis.
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