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Malásia inicia repatriação de 1.500 cidadãos de Mianmar

Governo malaio começou a devolver cidadãos de Mianmar ao país de origem, ignorando alertas de organizações internacionais sobre riscos de perseguição.

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Foto: The Guardian World
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30/09 às 03:31

Pontos principais

  • A Malásia iniciou o envio de 1.500 cidadãos de Mianmar de volta ao seu país de origem na última terça-feira.
  • O plano governamental prevê a repatriação total de 5.000 pessoas que estavam em centros de detenção.
  • Autoridades malaias defendem que o processo é voluntário, apesar das críticas de grupos de direitos humanos.
  • A ONU alertou para os riscos de perseguição aos migrantes e solicitantes de asilo retornados.
  • A medida ocorre em um cenário de crescente sentimento anti-imigrante no território malaio.

O governo da Malásia deu início nesta terça-feira ao processo de repatriação de 1.500 cidadãos de Mianmar. A ação faz parte de um plano mais amplo que visa devolver 5.000 pessoas, atualmente mantidas em centros de detenção, ao seu país de origem. Segundo as autoridades locais, o retorno dos indivíduos está sendo realizado de forma voluntária, em uma tentativa de gerenciar a população migrante no país.

A iniciativa, contudo, enfrenta forte oposição de organizações de direitos humanos e da ONU, que alertam para os graves riscos de perseguição e violência que os repatriados podem enfrentar em Mianmar. Críticos apontam que a medida ignora os protocolos de proteção a solicitantes de asilo, sendo impulsionada por um aumento do sentimento anti-imigrante na Malásia. O impasse coloca o governo malaio sob pressão internacional enquanto prossegue com o cronograma de deportações.

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