Bilionários brasileiros diversificam doações eleitorais para 2026
Grandes doadores distribuem recursos entre candidatos de campos opostos nas eleições de 2026 para garantir acesso ao futuro governo.
Pontos principais
- Irmãos Alexandre e Pedro Grendene Bartelle doaram mais de R$ 7,4 milhões a candidatos de diferentes partidos.
- Empresário Erasmo Carlos Battistella dividiu R$ 1 milhão entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.
- Estratégia visa mitigar riscos políticos e assegurar diálogo com o vencedor do pleito.
- Ranking de doadores inclui nomes como Rubens Ometto, Carlos Suarez e Maria Consuelo Dias Branco.
Bilionários brasileiros têm adotado uma estratégia de diversificação no financiamento das eleições de 2026, realizando doações simultâneas para candidatos de campos políticos opostos. O movimento, que busca reduzir riscos e garantir acesso ao poder independentemente do resultado nas urnas, é exemplificado pelos irmãos Alexandre e Pedro Grendene Bartelle, que destinaram mais de R$ 7,4 milhões a diversos postulantes. Outro caso notável é o do empresário Erasmo Carlos Battistella, que dividiu R$ 1 milhão entre as campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
Especialistas apontam que a prática reflete uma tentativa de manter influência junto ao futuro governo, contornando a incerteza do cenário eleitoral. Embora a proibição de doações empresariais diretas, em vigor desde 2015, tenha alterado a dinâmica do financiamento e concentrado poder nos diretórios nacionais, grandes doadores individuais continuam a exercer papel relevante. Além dos nomes citados, o grupo dos maiores contribuintes da disputa inclui figuras como Rubens Ometto e Maria Consuelo Saraiva Leão Dias Branco.
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