Vírus reduz em 60% lesões de cancro cítrico em testes de laboratório
Pesquisadores identificaram um bacteriófago capaz de combater a bactéria causadora do cancro cítrico, reduzindo lesões em plantas de laranja.
Pontos principais
- O bacteriófago P27 demonstrou eficácia ao infectar e eliminar a bactéria Xanthomonas citri.
- Testes em estufa indicaram uma redução de até 60% nas lesões em árvores tratadas.
- O estudo foi publicado na revista científica Microbial Genomics.
- A pesquisa analisou 72 variedades de vírus coletadas em propriedades rurais de São Paulo entre 2018 e 2021.
- O uso como biopesticida exige o desenvolvimento de formulações que protejam o vírus da radiação ultravioleta.
Um estudo conduzido por pesquisadores da Unesp, Fundecitrus e da Universidade Metropolitana de Manchester identificou um vírus com potencial para combater o cancro cítrico. O bacteriófago P27, que infecta especificamente a bactéria Xanthomonas citri, demonstrou em testes de laboratório e estufa uma redução de até 60% nas lesões causadas pela doença em plantas de laranja. A descoberta, publicada na revista Microbial Genomics, baseou-se na análise de 72 variedades de vírus isoladas em propriedades rurais paulistas entre 2018 e 2021.
Apesar dos resultados promissores, a implementação do vírus como um biopesticida comercial ainda enfrenta desafios técnicos significativos. O principal obstáculo é a sensibilidade do agente biológico à radiação ultravioleta, que pode inativar sua eficácia em condições de campo. Por isso, a equipe de cientistas trabalha agora no desenvolvimento de formulações protetoras que garantam a estabilidade e a sobrevivência do vírus durante a aplicação nas plantações.
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