Estudo aponta precarização do trabalho na fruticultura brasileira
Pesquisa revela que o setor de frutas, que movimenta R$ 15 bilhões anualmente, enfrenta graves violações de direitos e alta informalidade.
Pontos principais
- O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, com faturamento anual de R$ 15 bilhões.
- Trabalhadores relatam jornadas superiores a 16 horas e exposição a agrotóxicos.
- A taxa de informalidade no setor agropecuário atinge 69,2% dos trabalhadores.
- Mais da metade dos assalariados rurais não possui contribuição para a Previdência Social.
- Mulheres negras ocupam a base da pirâmide salarial com as maiores disparidades de renda.
Um estudo realizado pela Oxfam Brasil e pela Molina Consulting expõe condições precárias de trabalho na fruticultura nacional, setor que movimenta R$ 15 bilhões por ano. A pesquisa aponta que a produção de frutas como manga, uva e maçã é sustentada por jornadas exaustivas que ultrapassam 16 horas diárias, além da exposição constante a temperaturas extremas e agrotóxicos. O cenário é agravado por uma alta rotatividade de mão de obra, com seis em cada dez contratos formais sendo encerrados antes do período de um ano.
A informalidade no campo atinge 69,2% dos trabalhadores, deixando 52% dos assalariados rurais sem acesso à proteção da Previdência Social. O levantamento também destaca a existência de profundas disparidades salariais, evidenciando que mulheres negras ocupam a base da pirâmide econômica no setor. Esses dados revelam um contraste entre o sucesso comercial do Brasil como terceiro maior produtor mundial de frutas e a fragilidade dos direitos fundamentais daqueles que compõem sua cadeia produtiva.
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