Conflitos agrários crescem no Brasil em 2026 apesar da queda em mortes
Relatório da CPT aponta aumento de 5% nos conflitos no campo no primeiro semestre de 2026, embora assassinatos tenham recuado significativamente.
Pontos principais
- O número de assassinatos no campo caiu de 27 para 6 no primeiro semestre de 2026.
- O total de conflitos agrários subiu de 798 para 841 no mesmo período.
- A contaminação por agrotóxicos foi a forma de violência mais frequente, com 169 casos.
- Conflitos relacionados à disputa por água dobraram, atingindo 100 registros.
- O Maranhão lidera o ranking nacional com 156 casos de conflitos agrários.
Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) revelam um cenário contraditório para o campo brasileiro no primeiro semestre de 2026. Enquanto houve uma redução expressiva no número de assassinatos, que passou de 27 para seis casos em comparação ao mesmo período de 2025, a tensão social no meio rural se intensificou. O total de conflitos agrários registrou um aumento, saltando de 798 para 841 ocorrências. Entre as principais causas de violência, a contaminação por agrotóxicos lidera as estatísticas, seguida por um crescimento preocupante nos conflitos pela água, que dobraram de volume. O Maranhão permanece como o estado com maior incidência de disputas. Por outro lado, o relatório aponta uma queda relevante nos registros de trabalho escravo rural, que recuaram de 101 para 30 casos. O aumento dos conflitos indica que, apesar da diminuição da letalidade, a pressão sobre recursos naturais e territórios segue em patamares elevados.
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