Siderúrgicas brasileiras alertam para ameaça contínua de importações
Apesar da queda de 15% nas importações de aço prevista para 2026, a Aço Brasil aponta que o volume ainda pressiona o mercado doméstico.
Pontos principais
- A Aço Brasil projeta uma redução de 15% nas importações de aço, totalizando 4,9 milhões de toneladas em 2026.
- O volume atual de importações permanece superior ao dobro da média histórica registrada entre 2000 e 2019.
- Medidas antidumping contra a China reduziram a participação do país de 64% para 50% até agosto.
- Houve um aumento expressivo de mais de cinco vezes nas importações de aço provenientes do Vietnã.
- Líderes do setor defendem a implementação de mecanismos de defesa comercial mais ágeis para proteger a indústria nacional.
A associação Aço Brasil alertou que as importações de aço continuam representando uma ameaça estrutural ao mercado nacional, mesmo com a expectativa de uma queda de 15% no volume de entrada para este ano. A projeção é que o país receba 4,9 milhões de toneladas, um patamar que, embora menor que o anterior, ainda supera em mais de duas vezes a média anual observada entre 2000 e 2019.
A redução no volume total é atribuída, em parte, às recentes medidas antidumping aplicadas contra produtos chineses, cuja participação nas importações brasileiras recuou de 64% para 50% até agosto. Contudo, o setor aponta uma migração de origem, com as importações vindas do Vietnã crescendo mais de cinco vezes no período. Diante desse cenário, representantes da indústria siderúrgica reforçam a necessidade de medidas de defesa comercial mais rápidas para garantir a competitividade da produção doméstica.
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
