Importação indireta de aço atinge nível recorde no Brasil em 2026
Embora a compra direta de aço tenha caído, a entrada do insumo via produtos manufaturados importados cresceu 19%, pressionando siderúrgicas locais.
Pontos principais
- A importação direta de aço recuou 21% entre janeiro e julho de 2026, somando 3,3 milhões de toneladas.
- O volume de aço embutido em produtos manufaturados importados subiu 19% no mesmo período.
- O setor automotivo responde por dois terços do aumento nas importações indiretas do insumo.
- A participação do aço estrangeiro na demanda brasileira deve alcançar o recorde de 40,4% em 2026.
- Analistas do Bradesco BBI mantêm cautela com o setor siderúrgico devido aos estoques altos e preços limitados.
Relatório do Bradesco BBI aponta que a queda na importação direta de aço no Brasil, que recuou 21% nos primeiros sete meses de 2026, é compensada por um aumento expressivo na entrada de aço via produtos manufaturados. Esse movimento, classificado como importação indireta, cresceu 19% no período, sendo impulsionado majoritariamente pelo setor automotivo, responsável por dois terços dessa alta. A tendência indica que o aço estrangeiro deve suprir 40,4% da demanda interna brasileira em 2026, estabelecendo um novo recorde histórico. O cenário impõe desafios significativos para as siderúrgicas locais, que enfrentam estoques elevados e uma capacidade restrita de reajustar preços diante da forte concorrência externa. A análise reforça que, apesar da redução nas compras diretas do insumo, a pressão competitiva sobre a indústria nacional permanece em patamares elevados.
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