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Nova geração de cafeicultores brasileiros aposta em cafés especiais

Jovens produtores brasileiros transformam negócios familiares focando em cafés especiais, marcas próprias e exportação direta.

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01/10 às 05:45

Pontos principais

  • Produtores migram da venda de commodities para cafés especiais com nota superior a 80 na escala da SCA.
  • O uso de tecnologias, como aplicativos de tradução, facilita a negociação direta com compradores internacionais.
  • Empresas como Coffee++ e Guanabara Café exemplificam a busca por maior valor agregado e conexão com o consumidor.
  • O Brasil é apontado pela Organização Internacional do Café como protagonista global desse movimento de sucessão.

Uma nova geração de cafeicultores brasileiros está redefinindo o modelo de negócio das propriedades familiares ao abandonar a dependência exclusiva de commodities. Ao investir na produção de cafés especiais, que atingem pontuações superiores a 80 na escala da Specialty Coffee Association (SCA), esses produtores buscam maior autonomia financeira e reconhecimento de mercado. Iniciativas como a Coffee++, de Leonardo Montesanto Tavares, e a Guanabara Café, de Luísa Vilela Oliveira, ilustram essa transição focada em manejo rigoroso e na criação de marcas próprias.

O movimento é impulsionado pela facilidade de comunicação proporcionada por novas tecnologias, que permitem a negociação direta com compradores estrangeiros sem a necessidade de intermediários. Segundo Vanúsia Nogueira, presidente da Organização Internacional do Café, o Brasil lidera esse fenômeno global de sucessão, onde o orgulho pela história da terra se une à busca por microlotes de alta qualidade. Essa estratégia não apenas valoriza a produção local, mas também estabelece um novo padrão de competitividade para o setor cafeeiro nacional no exterior.

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