Montenegro extradita iraniano acusado de ataques cibernéticos nos EUA
Amir Barati foi enviado aos EUA sob acusação de causar US$ 3,4 bilhões em danos a universidades americanas através de ataques cibernéticos.
Pontos principais
- Amir Barati, de 40 anos, possui dupla nacionalidade iraniana e turca.
- O suspeito é acusado de hackear mais de 150 universidades americanas desde 2013.
- Os danos financeiros estimados pelos ataques totalizam US$ 3,4 bilhões.
- Barati foi preso em junho em Kotor, Montenegro, após pedido do FBI.
- O réu enfrenta acusações de conspiração, fraude computacional e roubo de identidade em Nova York.
O cidadão iraniano-turco Amir Barati, de 40 anos, foi extraditado de Montenegro para os Estados Unidos nesta semana. Ele é o principal suspeito de coordenar uma série de ataques cibernéticos que atingiram mais de 150 universidades americanas desde 2013, resultando em prejuízos estimados em US$ 3,4 bilhões. A prisão ocorreu em junho, na cidade de Kotor, após uma operação conjunta entre a Interpol e autoridades locais, atendendo a um pedido formal do FBI.
Atualmente, Barati enfrenta um processo judicial em Nova York sob acusações de conspiração para fraude computacional, hacking e roubo de identidade. Segundo as autoridades americanas, as atividades ilícitas teriam beneficiado diretamente o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e outras organizações do país. O caso destaca a cooperação internacional no combate a crimes cibernéticos de grande escala que visam instituições acadêmicas e infraestruturas críticas.
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