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Empresário é preso nos EUA por exportação ilegal de tecnologia ao Irã

Jamshid Ghomi foi detido na Califórnia acusado de enviar equipamentos sensíveis ao governo iraniano, violando sanções internacionais dos EUA.

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Foto: InfoMoney
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04/06 às 17:02

Pontos principais

  • Jamshid Ghomi é acusado de exportar mais de 250 toneladas de equipamentos de rede para o Irã entre 2014 e 2023.
  • O esquema utilizava intermediários nos Emirados Árabes Unidos para contornar restrições comerciais americanas.
  • A tecnologia teria sido destinada ao Ministério da Defesa e à Organização de Energia Atômica do Irã.
  • Investigadores identificaram a movimentação de US$ 15 milhões em operações financeiras ligadas ao caso.
  • Ghomi responde por conspiração e lavagem de dinheiro, podendo enfrentar até 20 anos de prisão.

O empresário Jamshid Ghomi, CEO da empresa iraniana FPR, foi preso na Califórnia sob a acusação de liderar um esquema de exportação ilegal de tecnologia sensível dos Estados Unidos para o Irã. Segundo as autoridades americanas, o acusado enviou mais de 250 toneladas de equipamentos de rede ao longo de quase uma década, utilizando intermediários em países como os Emirados Árabes Unidos para burlar sanções internacionais. A tecnologia teria sido fornecida diretamente a órgãos estratégicos iranianos, incluindo o Ministério da Defesa e a Organização de Energia Atômica.

A operação, que movimentou cerca de US$ 15 milhões, ocorre em um momento de elevada tensão diplomática entre Washington e Teerã. Ghomi enfrenta acusações de conspiração para violar sanções e lavagem de dinheiro, crimes que podem resultar em uma pena de até 20 anos de prisão. O caso destaca os esforços contínuos do governo americano em restringir o acesso iraniano a tecnologias de uso dual.

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