Juíza do Tribunal Penal Internacional contesta sanções dos EUA
A juíza Kimberly Prost processa o governo Trump após sanções dos EUA bloquearem seu acesso a serviços bancários, tecnológicos e de saúde.
Pontos principais
- Juíza do TPI, Kimberly Prost, enfrenta sanções dos EUA que restringem serviços digitais e financeiros.
- Seguradora AXA recusou pagamentos de saúde à juíza devido ao temor de violar as sanções americanas.
- Medidas foram impostas por ordem executiva contra funcionários do TPI que investigam Israel, Gaza ou Afeganistão.
- Prost e outros dois juízes abriram processo em Nova York para contestar a legalidade das sanções.
- Até agosto de 2026, nove dos 18 juízes do tribunal estavam sob restrições impostas pelo governo dos EUA.
A juíza canadense Kimberly Prost, integrante do Tribunal Penal Internacional (TPI), enfrenta severas restrições em sua vida cotidiana devido a sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos. As medidas, originadas de uma ordem executiva do presidente Donald Trump, visam funcionários do tribunal envolvidos em investigações sobre crimes no Afeganistão, Gaza e Israel. Na prática, a magistrada relata o cancelamento de cartões de crédito e o bloqueio de acesso a serviços essenciais, como plataformas digitais e até mesmo o reembolso de despesas médicas pela seguradora AXA.
Em resposta à situação, Prost e outros dois juízes do TPI iniciaram uma ação judicial em Nova York para questionar a legalidade das sanções. A juíza afirma que as restrições são uma retaliação direta à aprovação unânime de uma investigação sobre o Afeganistão. Atualmente, quase metade dos magistrados do tribunal está sob o impacto dessas sanções, o que levanta preocupações sobre a independência da corte internacional frente à pressão política americana.
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