Egito prende seis jornalistas do site independente Matsadaash
Autoridades egípcias detiveram a equipe do portal Matsadaash sob acusação de disseminar desinformação a serviço da Irmandade Muçulmana.
Pontos principais
- Seis jornalistas do portal investigativo Matsadaash foram presos pelas autoridades egípcias.
- O governo acusa o grupo de integrar a Irmandade Muçulmana e produzir desinformação com financiamento estrangeiro.
- O site Matsadaash, conhecido por checagem de fatos, foi bloqueado no país após as detenções.
- Organizações de direitos humanos exigem a libertação dos profissionais, que permanecem incomunicáveis.
As autoridades egípcias detiveram seis jornalistas que compõem a equipe editorial do site de investigação Matsadaash. O Ministério do Interior do país acusa os profissionais de serem membros da Irmandade Muçulmana, organização classificada como terrorista desde 2013, e de produzirem notícias falsas financiadas por fontes estrangeiras. O veículo, que é reconhecido por seu trabalho de checagem de fatos e desmentir informações falsas, teve seu acesso bloqueado dentro do território egípcio logo após as prisões.
A Iniciativa Egípcia para os Direitos Pessoais informou que os jornalistas permanecem incomunicáveis, sem acesso a advogados ou familiares. Em resposta, mais de 80 organizações de direitos humanos e veículos de mídia independente assinaram uma petição pública exigindo a libertação imediata dos profissionais. O caso intensifica as preocupações internacionais sobre a liberdade de imprensa e a repressão a vozes dissidentes no Egito.
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