Editora-chefe do Mada Masr enfrentará julgamento no Egito
Lina Attalah será julgada por operar um site sem licença, em meio a uma série de processos contra o veículo independente Mada Masr.
Pontos principais
- Lina Attalah foi denunciada por gerir o Mada Masr sem a licença oficial exigida pelo governo egípcio.
- A editora foi liberada sob fiança de 100.000 libras egípcias após seis horas de interrogatório.
- O veículo alega ter solicitado as licenças necessárias diversas vezes desde 2018, sem obter retorno das autoridades.
- O Mada Masr pode sofrer multas de até três milhões de libras e ter suas atividades encerradas permanentemente.
A editora-chefe do portal independente Mada Masr, Lina Attalah, foi enviada a julgamento pelas autoridades egípcias sob a acusação de operar um site sem a devida licença. A decisão foi formalizada após mais de seis horas de interrogatório conduzido pela Suprema Promotoria Estadual. Embora tenha sido liberada após o pagamento de uma fiança de 100.000 libras egípcias, a jornalista enfrenta o risco de multas que podem chegar a três milhões de libras e o fechamento definitivo do veículo de comunicação.
O Mada Masr sustenta que buscou a regularização junto ao Conselho Supremo de Regulação de Mídia repetidamente desde 2018, sem receber respostas efetivas. Este processo marca a sexta ação judicial movida contra o portal e seus profissionais nos últimos seis anos. O caso ocorre em um cenário de pressão crescente contra a imprensa no país, semanas após a prisão de seis membros da equipe do site de checagem Matsadaash.
