Ações de construtoras de baixa renda recuam na B3 em setembro
Restrições de crédito e greve na Caixa Econômica Federal pressionam ações de construtoras de baixa renda na bolsa brasileira.
Pontos principais
- Papéis de Tenda, Cury e Direcional registraram quedas expressivas na B3 durante o mês de setembro.
- Goldman Sachs reduziu estimativas de lucro e preços-alvo para o setor.
- Greve bancária na Caixa entre 10 e 29 de setembro travou aprovações de crédito e pagamentos de obras.
- Dados apontam aumento da inadimplência em financiamentos imobiliários no Rio de Janeiro e em São Paulo.
As ações de construtoras focadas na baixa renda, como Tenda, Cury e Direcional, sofreram quedas acentuadas na B3 ao longo de setembro. O movimento foi impulsionado por um relatório do Goldman Sachs, que revisou para baixo as estimativas de lucro e os preços-alvo das empresas, citando um cenário de maior restrição ao crédito habitacional e desafios operacionais no setor.
A paralisação dos funcionários da Caixa Econômica Federal, ocorrida entre 10 e 29 de setembro, foi um fator determinante para o pessimismo do mercado. A greve interrompeu o fluxo de aprovação de financiamentos e o repasse de pagamentos por medição de obras, agravando a preocupação com a inadimplência crescente em financiamentos imobiliários nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. Enquanto a Cury é vista como a empresa mais resiliente devido à menor exposição à faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, o setor enfrenta incertezas sobre a normalização do crédito.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
