JPMorgan mantém preferência por construtoras de baixa renda
O banco JPMorgan projeta que o cenário eleitoral de 2026 definirá o desempenho do setor, mantendo foco em construtoras de baixa renda.
Pontos principais
- JPMorgan recomenda compra para Tenda, Direcional e Cury.
- Cyrela, EZTEC e MRV possuem recomendação neutra pelo banco.
- MRV enfrenta riscos adicionais devido a perdas na operação Resia, nos EUA.
- Resultados eleitorais de 2026 podem alterar a dinâmica de mercado para média e alta renda.
- Inflação e possíveis restrições no financiamento da Caixa são riscos monitorados.
O JPMorgan divulgou relatório indicando que o resultado das eleições de 2026 será um divisor de águas para o setor de construção civil no Brasil. Segundo a instituição, a continuidade do atual governo favoreceria empresas focadas no programa Minha Casa, Minha Vida, enquanto uma mudança na gestão poderia impulsionar construtoras de média e alta renda. Atualmente, o banco mantém recomendação de compra para Tenda, Direcional e Cury, destacando a resiliência desse segmento frente ao cenário macroeconômico.
Por outro lado, o banco adota postura neutra para Cyrela, EZTEC e MRV. A MRV, especificamente, é vista com cautela devido a expectativas de novas perdas em sua operação nos Estados Unidos, a Resia. Além das incertezas políticas, o setor enfrenta desafios operacionais, como a pressão inflacionária e possíveis entraves nos desembolsos de financiamento da Caixa Econômica Federal, fatores que podem impactar o potencial de valorização projetado para 2027.
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