Ações de construtoras de baixa renda são vistas como oportunidade na B3
Analistas financeiros apontam que a recente queda nos papéis do setor habitacional na B3 torna os preços atrativos diante de fundamentos sólidos.
Pontos principais
- Construtoras como Direcional, Cury e Tenda tiveram quedas em julho devido a incertezas sobre o crédito imobiliário.
- Bancos como Itaú BBA, Bradesco BBI e Safra mantêm recomendação positiva para o setor.
- A Caixa Econômica Federal reafirmou o compromisso de ampliar o financiamento habitacional para 2026.
- A desaceleração do IPCA-15 em julho alimenta expectativas de queda na Selic, favorecendo o mercado imobiliário.
As ações de construtoras focadas no programa Minha Casa Minha Vida registraram desvalorização expressiva durante o mês de julho, pressionadas por um cenário de incertezas no mercado de crédito. Apesar da volatilidade recente e da frustração com as prévias operacionais do segundo trimestre, analistas de instituições como Itaú BBA, Bradesco BBI e Safra avaliam que o recuo nos preços dos ativos criou uma oportunidade de entrada, sustentada pela resiliência do segmento de baixa renda. O otimismo do setor é reforçado pela desaceleração do IPCA-15, que sinaliza um possível alívio na taxa Selic, reduzindo os custos de construção e estimulando a demanda. Além disso, a Caixa Econômica Federal reiterou a meta de expandir o financiamento habitacional até 2026, garantindo suporte de longo prazo para o setor de habitação popular no Brasil.
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