Uso de drones pode acelerar entrega de desfibriladores em emergências
Estudo francês aponta que drones podem ampliar o acesso a desfibriladores em paradas cardíacas, superando as limitações dos equipamentos fixos.
Pontos principais
- Pesquisa analisou mais de 28 mil casos de parada cardíaca na Grande Paris entre 2011 e 2024.
- Rede de drones poderia elevar a cobertura de desfibriladores para mais de 99% das ocorrências.
- Atualmente, apenas 30% a 40% dos casos possuem acesso a um desfibrilador em até cinco minutos.
- O sistema prevê acionamento automatizado via centrais de emergência com supervisão humana.
- O estudo será apresentado no Congresso Europeu de Medicina de Emergência.
Um estudo realizado na França sugere que a implementação de uma rede de drones para o transporte de desfibriladores pode reduzir drasticamente o tempo de resposta em casos de parada cardíaca extra-hospitalar. A análise, baseada em mais de 28 mil ocorrências registradas na Grande Paris entre 2011 e 2024, indica que a tecnologia permitiria uma cobertura superior a 99% dos casos, superando a atual taxa de acesso, que varia entre 30% e 40% em um intervalo de cinco minutos.
O modelo proposto pelos pesquisadores prevê que os drones sejam acionados diretamente pelas centrais de emergência, operando com voos automatizados e controle final realizado por pilotos treinados. Embora os resultados sejam promissores para o atendimento pré-hospitalar, os autores ressaltam que o trabalho ainda não passou por revisão por pares e será apresentado oficialmente durante o Congresso Europeu de Medicina de Emergência.
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