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Amazon expande serviço de entregas por drones para 500 cidades nos EUA

A Amazon planeja ampliar o Prime Air para quase 500 localidades americanas até o fim de 2026, visando acelerar prazos de entrega com tecnologia autônoma.

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Foto: Canaltech
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19/08 às 08:31, atualizado 14:04

Pontos principais

  • A expansão do Prime Air abrangerá áreas metropolitanas como Chicago, Atlanta, Cleveland, Syracuse e Boise.
  • O plano prevê a implementação do serviço em pelo menos cinco novos estados americanos nos próximos meses.
  • A meta da companhia é multiplicar por seis a área de cobertura atual do serviço de entregas aéreas.
  • O sistema utiliza drones elétricos capazes de transportar encomendas de até 2,2 kg em cerca de 30 minutos.
  • A operação conta com certificação FAA Parte 135 e utiliza tecnologia 'Detect-and-Avoid' para navegação autônoma.
  • A empresa busca atingir a marca de 1 milhão de pedidos anuais via drones até o final de 2026.
  • Novos mecanismos, como cordas retráteis para o depósito de pacotes, estão sendo testados para melhorar a eficiência.

A Amazon anunciou uma expansão significativa de seu serviço de entregas por drones, o Prime Air, com o objetivo de alcançar quase 500 cidades nos Estados Unidos até o final de 2026. A iniciativa, que visa acelerar drasticamente o tempo de entrega para produtos de até 2,2 kg, deve chegar a regiões suburbanas de grandes centros como Chicago e Atlanta nos próximos meses, abrangendo pelo menos cinco novos estados americanos. A estratégia representa um esforço da gigante do varejo para consolidar sua infraestrutura logística aérea, multiplicando por seis a área de cobertura atual do programa.

Tecnicamente, o Prime Air opera com drones totalmente elétricos que utilizam sistemas de navegação autônoma 'Detect-and-Avoid', certificados pela FAA sob a norma Parte 135. Para otimizar a experiência do consumidor, a empresa tem testado inovações como cordas retráteis, que permitem que os drones depositem encomendas com maior suavidade e precisão. Segundo a Amazon, os sensores e câmeras embarcados possuem finalidade estritamente operacional, sem a realização de monitoramento humano em tempo real ou rastreamento de indivíduos.

Apesar do avanço, o setor de entregas por drones enfrenta um cenário competitivo e regulatório complexo. A Amazon disputa mercado com empresas como a Wing, da Alphabet, e a startup Zipline, que já operam em larga escala. Além disso, o projeto tem sido alvo de investigações por órgãos de segurança aérea após incidentes registrados nos Estados Unidos e no Reino Unido. O sucesso da expansão dependerá não apenas da escalabilidade técnica, mas também da capacidade da companhia em atender às rigorosas exigências de segurança e privacidade impostas pelos reguladores americanos enquanto busca atingir a meta de 1 milhão de pedidos anuais.

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