Sistemas agroflorestais reduzem custos na produção de leite em Minas Gerais
Produtores mineiros adotam agrofloresta para elevar a renda, melhorar o bem-estar animal e diminuir a dependência de insumos externos.
Pontos principais
- O modelo agroflorestal integra pastagens e reflorestamento, otimizando a ciclagem de nutrientes.
- Propriedades que utilizam o sistema apresentam custos de produção inferiores à média estadual.
- A Terra Indígena Krenak combina a pecuária leiteira com a produção de mel e reflorestamento.
- A Embrapa Gado de Leite estuda os benefícios do modelo e planeja expandir unidades de aprendizagem.
Produtores de leite em Minas Gerais estão migrando para sistemas agroflorestais como uma estratégia para aumentar a resiliência de suas propriedades e diversificar a renda rural. Ao combinar pastagens com o reflorestamento, o modelo promove a ciclagem natural de nutrientes e reduz significativamente a dependência de insumos externos, resultando em custos operacionais menores do que a média observada no estado.
Além da viabilidade econômica, a prática tem proporcionado maior bem-estar ao rebanho e estabilidade financeira aos agricultores. Iniciativas como a da Terra Indígena Krenak demonstram a versatilidade do sistema ao integrar a produção de leite com o cultivo de mel e ações de reflorestamento. Atualmente, a Embrapa Gado de Leite realiza pesquisas para mensurar os serviços ecossistêmicos dessas áreas e planeja implementar novas unidades de aprendizagem em assentamentos rurais para disseminar a técnica.
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