Produtividade leiteira no Brasil dobra em 24 anos com avanços genéticos
Melhorias em genética, nutrição e bem-estar animal impulsionaram a produção leiteira nacional, mesmo com a redução do rebanho total.
Pontos principais
- A vaca Jornada Montross FIV LPN atingiu o recorde mundial de 112,65 kg de leite em um único dia.
- A produtividade média por animal no Brasil mais que dobrou nas últimas duas décadas.
- O melhoramento genético das raças gir leiteiro e girolando é o principal motor do desempenho do setor.
- Animais de alta performance exigem manejo rigoroso, incluindo controle climático e monitoramento veterinário constante.
O setor leiteiro brasileiro registrou uma transformação significativa nos últimos 24 anos, alcançando uma produtividade média por animal que mais que dobrou no período. Esse salto tecnológico, que ocorre mesmo diante da redução do rebanho total, é resultado direto de investimentos em melhoramento genético, nutrição de precisão e protocolos rigorosos de bem-estar animal. O potencial dessa evolução foi evidenciado pelo recorde mundial da vaca Jornada Montross FIV LPN, da raça girolando, que produziu 112,65 kg de leite em 24 horas. Especialistas comparam o manejo desses animais de elite ao de atletas de alto rendimento, ressaltando que a eficiência produtiva depende de um ambiente controlado e de cuidados veterinários constantes. A adoção dessas práticas reflete a modernização da pecuária nacional, que busca maior rentabilidade através da qualidade genética e da otimização dos recursos disponíveis nas propriedades rurais.
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