PF aponta tentativa de troca de ativos do Banco Master no Rioprevidência
Mensagens revelam que o fundador do Banco Master buscou substituir ativos da instituição no Rioprevidência semanas antes da liquidação do banco.
Pontos principais
- Daniel Vorcaro e o ex-diretor jurídico Luiz Rennó discutiram a troca de letras financeiras do Banco Master em outubro de 2025.
- O Rioprevidência mantinha uma exposição ao grupo Master estimada entre R$ 2,6 bilhões e R$ 3,7 bilhões.
- O TCE-RJ havia proibido novos investimentos do fundo em empresas do grupo Master em 8 de outubro de 2025.
- A liquidação do Banco Master pelo Banco Central ocorreu em 18 de novembro de 2025, 21 dias após as últimas mensagens sobre o tema.
- Outros 15 regimes próprios de previdência social também investiram em papéis do Banco Master entre 2023 e 2024.
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-diretor jurídico Luiz Rennó articularam a substituição de ativos da instituição mantidos pelo Rioprevidência. As conversas, ocorridas em outubro de 2025, sugeriam a troca de letras financeiras por direitos creditórios do Estado do Rio de Janeiro ou a criação de um fundo específico. A movimentação ocorreu pouco tempo após o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro determinar a suspensão de novos aportes do fundo em empresas do grupo Master.
A exposição do Rioprevidência ao conglomerado financeiro era significativa, variando entre R$ 2,6 bilhões e R$ 3,7 bilhões. A última comunicação sobre a estratégia de substituição foi registrada em 28 de outubro, apenas 21 dias antes de o Banco Central decretar a liquidação do Banco Master. Além do fundo fluminense, outros 15 regimes próprios de previdência social pelo país também possuíam investimentos em papéis emitidos pela instituição entre 2023 e 2024.
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