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Parlamento de Portugal aprova reforma que facilita despejos

Nova legislação reduz prazo para despejos e elimina limites de reajuste em novos aluguéis, gerando críticas de associações de inquilinos.

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Foto: G1 Mundo
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30/09 às 18:31 · atualizado 20:01

Pontos principais

  • O Parlamento de Portugal aprovou, em primeira votação, uma reforma que facilita processos de despejo.
  • O período de atraso necessário para iniciar um despejo foi reduzido de três para dois meses.
  • A medida elimina o limite de 2% para reajustes em novos contratos de aluguel.
  • O governo de Luís Montenegro defende que a mudança incentivará a oferta de imóveis no mercado.
  • Associações de inquilinos classificaram a proposta como uma barbárie diante da alta nos preços.

O Parlamento de Portugal aprovou, em primeira votação, uma reforma no mercado imobiliário que flexibiliza as regras para despejos e encerra o controle de valores em novos contratos de aluguel. A nova legislação reduz de três para dois meses o tempo de atraso necessário para que proprietários iniciem processos de despejo, além de eliminar o teto de 2% para reajustes contratuais. O governo do premiê Luís Montenegro sustenta que as alterações são necessárias para incentivar a oferta de imóveis e combater a escassez habitacional no país.

A medida gerou forte reação de associações de inquilinos, que classificaram a proposta como uma barbárie diante da crescente crise de moradia. Dados do Instituto Nacional de Estatística apontam que o valor mediano dos novos contratos subiu 10,2% no segundo trimestre. Enquanto Portugal avança com a flexibilização, a vizinha Espanha mantém uma política oposta, tendo anunciado a suspensão de despejos para inquilinos em situação de vulnerabilidade até 2030.

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