Espanha anuncia novas leis após despejo de idosa em Madri
O despejo de uma idosa de 87 anos gerou protestos na Espanha, forçando o governo a propor medidas urgentes contra a crise habitacional.
Pontos principais
- Maricarmen Abascal, de 87 anos, foi despejada em Madri após reajuste de aluguel, mas obteve acordo para retornar ao imóvel.
- O caso desencadeou protestos em Madri e Barcelona, com manifestantes exigindo o fim de despejos sem alternativas habitacionais.
- O primeiro-ministro Pedro Sánchez prometeu apresentar um Decreto Real para votação no Parlamento visando proteger locatários.
- O preço dos aluguéis na Espanha dobrou na última década, enquanto a oferta de moradias públicas é inferior a 2% do total.
O despejo de Maricarmen Abascal, de 87 anos, de seu apartamento no bairro do Retiro, em Madri, desencadeou uma onda de protestos por toda a Espanha. A situação, que evidenciou a crise habitacional no país, levou a uma mobilização popular em cidades como Madri e Barcelona, onde manifestantes exigiram proteções mais rigorosas aos inquilinos e o fim de despejos sem oferta de moradia alternativa. Após a repercussão negativa, os advogados de Abascal confirmaram que um acordo foi alcançado para garantir o retorno da idosa ao imóvel.
Diante da pressão social e do cenário onde os aluguéis dobraram nos últimos dez anos, o primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou que apresentará um Decreto Real sobre habitação para votação no Parlamento. A medida busca conter a escassez de moradias, visto que a oferta de unidades públicas subsidiadas no país permanece abaixo de 2% do total disponível. O governo agora tenta equilibrar a demanda por habitação acessível com as pressões do mercado imobiliário.
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