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JPMorgan recomenda cautela com varejo brasileiro após eleições

Banco sugere foco em empresas com melhor assimetria de risco-retorno, mantendo cautela com Magazine Luiza diante de desafios estruturais do setor.

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Foto: InfoMoney
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30/09 às 09:15

Pontos principais

  • JPMorgan mantém recomendação underweight para Magazine Luiza devido à dependência de incentivos tributários.
  • Instituição prefere exposição em C&A, Riachuelo, Smart Fit e RD Saúde.
  • Setor de varejo negocia com descontos significativos frente às médias históricas.
  • Analistas alertam que alta pós-eleitoral não reflete melhora imediata nos fundamentos operacionais.
  • Endividamento das famílias e concorrência internacional são vistos como obstáculos para 2027.

O JPMorgan avalia que, embora o setor de varejo brasileiro possa ser impulsionado por uma eventual queda nos juros e ajustes fiscais após o período eleitoral, o mercado já precificou parte desse otimismo. O banco ressalta que a valorização das ações no curto prazo não deve ser interpretada como uma melhora imediata nos fundamentos operacionais das companhias, recomendando cautela aos investidores na seleção de ativos.

Diante desse cenário, a instituição mantém uma postura cautelosa com o Magazine Luiza, citando a dependência de incentivos tributários nos resultados da varejista. Em contrapartida, o banco privilegia empresas com melhor assimetria de risco-retorno, como C&A, Riachuelo, Smart Fit e RD Saúde. A análise aponta que, apesar dos descontos em relação às médias históricas, o setor enfrentará desafios estruturais até 2027, incluindo o alto endividamento das famílias e a forte concorrência de plataformas internacionais.

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