Expansão do etanol de milho exige investimentos em biomassa no Brasil
O crescimento das usinas de etanol de milho impõe desafios logísticos e financeiros para garantir o suprimento de biomassa para energia térmica.
Pontos principais
- O ciclo de maturação de florestas de eucalipto, de seis a sete anos, cria um descompasso com o tempo de instalação das usinas.
- A formação de 300 mil hectares de florestas demanda investimentos estimados em R$ 10,5 bilhões.
- Empresas como CerradinhoBio e Dexco investem em ativos florestais e tecnologias de precisão para otimizar a produtividade.
- O uso de tecnologias de eficiência térmica é apontado como alternativa para reduzir a dependência de biomassa por litro de etanol.
A rápida expansão da produção de etanol de milho no Brasil tem gerado um desafio estratégico para o setor: a garantia de suprimento de biomassa para a geração de energia térmica. Como o ciclo de crescimento das florestas de eucalipto, essencial para essa finalidade, leva de seis a sete anos, as empresas enfrentam um descompasso temporal em relação à instalação das unidades industriais, que ocorre em até 24 meses. Estima-se que a formação de 300 mil hectares de florestas exija aportes na ordem de R$ 10,5 bilhões.
Para mitigar riscos e reduzir custos com fretes, players do mercado como a CerradinhoBio têm antecipado a aquisição de ativos florestais, enquanto a Dexco aposta na mecanização e no uso de inteligência artificial para elevar a produtividade. Paralelamente, o setor busca implementar tecnologias de eficiência térmica para diminuir o consumo de biomassa por litro de etanol produzido, visando maior sustentabilidade financeira e operacional frente ao crescimento da demanda.
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