Indústria de etanol de milho busca novos mercados para expansão
Setor projeta crescimento para 16,5 bilhões de litros até 2028, mas enfrenta o desafio de ampliar a demanda interna e externa pelo biocombustível.
Pontos principais
- Produção de etanol de milho deve saltar de 11,5 bilhões para 16,5 bilhões de litros até 2028.
- Setor foca em expandir presença em estados com baixa penetração do combustível, como Minas Gerais e Ceará.
- Inpasa inaugurou usina de R$ 1,3 bilhão na Bahia para atender a região do Matopiba.
- Produção de DDG e DDGS deve atingir 6,1 milhões de toneladas no próximo ciclo.
A indústria brasileira de etanol de milho consolidou seu modelo produtivo e agora volta suas atenções para a sustentação do crescimento projetado para os próximos anos. Com a meta de elevar a produção anual para 16,5 bilhões de litros até 2028, o setor entende que a oferta de matéria-prima não é mais o principal gargalo, sendo necessário agora estimular a demanda para absorver esse volume crescente. Especialistas destacam que a paridade histórica de preços com a gasolina não tem sido suficiente para garantir o consumo, exigindo estratégias comerciais mais agressivas.
Para contornar a estagnação, as empresas buscam expandir a presença em estados com menor penetração do etanol e explorar novos mercados, como o combustível sustentável de aviação (SAF) e o setor marítimo. Investimentos robustos, como a nova usina da Inpasa na Bahia, reforçam a estratégia de descentralização. Paralelamente, o mercado de coprodutos como DDG e DDGS segue em expansão, com estimativa de alcançar 6,1 milhões de toneladas no próximo ciclo, consolidando a viabilidade econômica do setor.
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