Crise de energia e água em Havana provoca surtos de doenças virais
A escassez de água e energia em Havana tem causado o aumento de surtos virais e doenças diarreicas, afetando milhões de pessoas em Cuba.
Pontos principais
- A infraestrutura de abastecimento de água em Havana depende de bombas elétricas, paralisadas pelos constantes apagões.
- Autoridades de saúde alertam para a disseminação de hepatite viral devido às condições precárias de higiene.
- Cerca de 3,5 milhões de pessoas na ilha enfrentam escassez de água, segundo a ONU.
- O governo dos EUA emitiu um alerta sobre o aumento de doenças diarreicas associadas à degradação da infraestrutura local.
A capital cubana enfrenta uma grave crise sanitária decorrente da interrupção crônica no fornecimento de energia elétrica e água. Como cerca de 90% do sistema de distribuição hídrica da cidade depende de bombas elétricas, os apagões prolongados, que frequentemente superam 24 horas, impedem o abastecimento regular e comprometem as condições básicas de higiene da população.
O cenário tem resultado no aumento de surtos de doenças virais, incluindo casos de hepatite e enfermidades diarreicas. Dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários indicam que aproximadamente 3,5 milhões de cubanos sofrem com a falta de água. A situação motivou alertas de saúde internacionais, que apontam a degradação da infraestrutura como o principal fator de risco para a disseminação de patógenos na ilha.
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