Crise energética em Cuba causa colapso nos serviços básicos
Cuba enfrenta a pior crise energética das últimas décadas, com apagões diários de até 16 horas que paralisam o transporte e o acesso à água.
Pontos principais
- O Sistema Elétrico Nacional registrou sete colapsos totais desde o início de 2025.
- A escassez de combustíveis fósseis, agravada pelo bloqueio dos Estados Unidos, mantém a infraestrutura obsoleta inoperante.
- A falta de energia interrompe o fornecimento de água, o sinal de internet e a coleta de resíduos urbanos.
- O sistema de transporte público em Havana está praticamente paralisado, dificultando a mobilidade da população.
Cuba atravessa uma das crises energéticas mais severas de sua história recente, marcada por sete colapsos no Sistema Elétrico Nacional apenas neste ano. A infraestrutura, considerada obsoleta e dependente de combustíveis fósseis escassos, não tem suportado a demanda, resultando em apagões diários que chegam a durar 16 horas. Essa instabilidade energética gera um efeito cascata que compromete serviços essenciais, incluindo o abastecimento de água, a conectividade digital e a segurança pública. A situação é agravada pelo bloqueio imposto pelos Estados Unidos, que limita o acesso a recursos necessários para a manutenção do setor. Além da falta de luz, a escassez de combustível paralisou o transporte público em Havana e interrompeu a coleta de lixo, forçando moradores a recorrerem a alternativas precárias e elevando os riscos de incêndios urbanos em meio ao colapso da infraestrutura básica do país.
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