Anvisa analisa planos do Mercado Livre para venda de medicamentos
A Anvisa avalia a legalidade da venda de medicamentos sob prescrição no marketplace do Mercado Livre, que planeja expansão para outubro.
Pontos principais
- O Mercado Livre pretende lançar um marketplace de medicamentos com vendedores terceiros na segunda quinzena de outubro.
- A Anvisa afirma que não existe previsão normativa para autorizar marketplaces a intermediar a venda de remédios.
- O órgão regulador solicitou dados detalhados à empresa sobre o modelo de operação proposto.
- A companhia nega ter recebido notificação oficial e reforça que atua em conformidade com as normas vigentes.
- O Itaú BBA projeta que o setor de saúde pode representar 5% do crescimento do GMV da empresa no Brasil até 2030.
O Mercado Livre planeja expandir suas operações no Brasil com o lançamento de um marketplace voltado à venda de medicamentos, incluindo itens sob prescrição. A iniciativa, prevista para a segunda quinzena de outubro, conta com a parceria de cerca de 20 redes de farmácias e visa alcançar as principais regiões metropolitanas até o final do ano. Analistas do Itaú BBA estimam que a categoria pode ser um motor relevante de crescimento para o GMV da companhia na próxima década.
Contudo, a Anvisa manifestou preocupações sobre o modelo, afirmando que não há previsão normativa para que marketplaces intermediem a comercialização de medicamentos. O órgão regulador solicitou informações detalhadas sobre o projeto para avaliar possíveis riscos sanitários. Em resposta, o Mercado Livre declarou que não foi notificado oficialmente e reiterou que todas as suas operações atuais seguem rigorosamente as normas vigentes no país.
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