Ações da Tenda caem após bancos projetarem 3º trimestre mais fraco
Papéis da construtora recuam 3,95% diante de maior rigor da Caixa no crédito e atrasos em pagamentos do programa Pode Entrar.
Pontos principais
- Ações da Tenda (TEND3) fecharam em queda de 3,95%, cotadas a R$ 26,25.
- Analistas do Goldman Sachs, JPMorgan e Itaú BBA apontam riscos operacionais para o 3º trimestre.
- Greve de funcionários da Caixa e critérios mais rígidos de crédito prejudicaram o financiamento de projetos.
- Programa Pode Entrar acumula R$ 75 milhões em pagamentos atrasados à companhia desde maio.
- Apesar das dificuldades, bancos mantêm recomendação de compra para os papéis da construtora.
As ações da construtora Tenda registraram queda de 3,95% nesta sessão, acumulando uma desvalorização de 19% no último mês. O movimento reflete a cautela de instituições financeiras como Goldman Sachs, JPMorgan e Itaú BBA, que projetam um terceiro trimestre mais desafiador para a companhia. O cenário é pressionado pelo maior rigor da Caixa Econômica Federal na concessão de crédito e pelos impactos da greve dos funcionários do banco, iniciada em setembro, que dificultou a formalização de contratos e o financiamento de novos projetos.
Além das dificuldades operacionais com o financiamento bancário, a Tenda enfrenta atrasos nos repasses do programa Pode Entrar, que somam R$ 75 milhões desde maio. Para mitigar riscos, a empresa reduziu o limite de uso do Pro-Soluto, seu mecanismo de financiamento próprio. Mesmo diante dessas incertezas que afetam as projeções para 2027, os analistas mantiveram a recomendação de compra para os papéis da construtora, apostando na resiliência do modelo de negócio a longo prazo.
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