Espanha proíbe despejos até 2030 após protestos por caso de idosa
Governo espanhol aprova decretos para conter crise habitacional e proibir despejos até 2030 após forte pressão popular em todo o país.
Pontos principais
- Governo de coalizão aprova decretos que proíbem despejos até 2030.
- Medidas foram motivadas por protestos após despejo de idosa de 87 anos em Madri.
- Pacote inclui regulação de aluguéis de curto prazo e restrições a investidores.
- Congresso espanhol deve validar os decretos no prazo de um mês.
- País enfrenta déficit de 700 mil residências e alta de 12,2% nos preços dos imóveis.
O governo de coalizão da Espanha anunciou um pacote de medidas habitacionais para proibir despejos no país até 2030. A decisão surge como resposta a uma onda de protestos nacionais, desencadeada pelo despejo de Maricarmen Abascal, uma idosa de 87 anos, de seu apartamento em Madri. Além da proibição de despejos, os decretos preveem a prorrogação de contratos de aluguel até 2028, a regulação de locações de curto prazo e restrições à compra de imóveis por grandes empresas de investimento.
Para que as medidas entrem em vigor de forma permanente, o Congresso espanhol precisa ratificar os decretos no prazo de um mês. O setor imobiliário enfrenta um cenário crítico, com o Banco da Espanha estimando um déficit de 700 mil residências e um aumento de 12,2% nos preços dos imóveis no último ano. Enquanto o governo busca conter a crise, a oposição, liderada pelo partido Junts, critica a inclusão de pequenos locadores nas novas restrições regulatórias.
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