Fenômeno Super El Niño deve impactar PIB e inflação de alimentos no Brasil
O Super El Niño deve elevar a inflação de alimentos e prejudicar a logística agrícola brasileira, com impactos projetados até o início de 2027.
Pontos principais
- Temperatura do Oceano Pacífico deve subir até 2,5 °C acima da média.
- Inflação de alimentos frescos pode atingir 25% em 12 meses.
- Estiagem no Norte prejudica a navegabilidade de rios e encarece o frete.
- Balança comercial brasileira pode ter redução de até US$ 3 bilhões.
- Região Sul enfrenta prejuízos bilionários devido a eventos climáticos extremos.
O fenômeno climático Super El Niño deve causar impactos severos na economia brasileira até o início de 2027, com projeções de queda no PIB agropecuário e aumento da inflação. Analistas do Itaú estimam que o preço dos alimentos frescos pode subir 25% em 12 meses, pressionando o IPCA e comprometendo a segurança alimentar. O cenário é agravado pela redução da janela de plantio e pela instabilidade climática que afeta diretamente a produtividade das safras de milho e soja.
Além dos danos na produção, o país enfrenta gargalos logísticos críticos decorrentes da estiagem na Região Norte, que prejudica a navegabilidade do rio Tapajós e encarece o frete das exportações. Simultaneamente, o excesso de chuvas no Sul gera prejuízos bilionários e dificuldades para o seguro rural. A estimativa é que a balança comercial brasileira sofra uma redução de até US$ 3 bilhões devido ao choque de oferta agrícola causado pelo fenômeno.
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