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Setor de planos de saúde enfrenta alta de custos e desafio na rentabilidade

Mesmo com 53,1 milhões de beneficiários, o setor de saúde suplementar sofre com a alta da sinistralidade e a inflação médica acima do IPCA.

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Foto: Times Brasil
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31/08 às 18:01

Pontos principais

  • O mercado de saúde suplementar atingiu 53,1 milhões de beneficiários em junho de 2026.
  • A sinistralidade no primeiro semestre de 2026 chegou a 82,2%, subindo 1 ponto percentual.
  • O custo médico-hospitalar (VCMH) projeta alta de até 15% em 2026, superando o IPCA.
  • Especialistas sugerem o uso de inteligência artificial e integração de dados para reduzir desperdícios.
  • A verticalização dos serviços é apontada como estratégia para aumentar a eficiência operacional.

O setor de saúde suplementar no Brasil atravessa um momento de contradição em 2026. Embora o número de beneficiários tenha alcançado a marca de 53,1 milhões em junho, o crescimento da base de clientes não tem se traduzido em rentabilidade proporcional para as operadoras. O principal entrave é a alta da sinistralidade, que atingiu 82,2% no primeiro semestre, impulsionada por um custo médico-hospitalar (VCMH) que projeta elevação de até 15% no ano, descolando-se significativamente do IPCA. Para enfrentar esse cenário, o médico Pedro Batista defende a adoção de tecnologias avançadas, como inteligência artificial, e uma maior integração de dados entre operadoras e prestadores de serviço. Além disso, a verticalização do atendimento tem sido adotada como uma estratégia central para otimizar a jornada do paciente, reduzir desperdícios e garantir a sustentabilidade financeira das empresas diante da pressão inflacionária no setor.

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