Setor de planos de saúde enfrenta alta de custos e desafio na rentabilidade
Mesmo com 53,1 milhões de beneficiários, o setor de saúde suplementar sofre com a alta da sinistralidade e a inflação médica acima do IPCA.
Pontos principais
- O mercado de saúde suplementar atingiu 53,1 milhões de beneficiários em junho de 2026.
- A sinistralidade no primeiro semestre de 2026 chegou a 82,2%, subindo 1 ponto percentual.
- O custo médico-hospitalar (VCMH) projeta alta de até 15% em 2026, superando o IPCA.
- Especialistas sugerem o uso de inteligência artificial e integração de dados para reduzir desperdícios.
- A verticalização dos serviços é apontada como estratégia para aumentar a eficiência operacional.
O setor de saúde suplementar no Brasil atravessa um momento de contradição em 2026. Embora o número de beneficiários tenha alcançado a marca de 53,1 milhões em junho, o crescimento da base de clientes não tem se traduzido em rentabilidade proporcional para as operadoras. O principal entrave é a alta da sinistralidade, que atingiu 82,2% no primeiro semestre, impulsionada por um custo médico-hospitalar (VCMH) que projeta elevação de até 15% no ano, descolando-se significativamente do IPCA. Para enfrentar esse cenário, o médico Pedro Batista defende a adoção de tecnologias avançadas, como inteligência artificial, e uma maior integração de dados entre operadoras e prestadores de serviço. Além disso, a verticalização do atendimento tem sido adotada como uma estratégia central para otimizar a jornada do paciente, reduzir desperdícios e garantir a sustentabilidade financeira das empresas diante da pressão inflacionária no setor.
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