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Em despedida, Guterres alerta para crise na ONU e riscos da IA

Secretário-geral da ONU defende reformas urgentes e regulação global da inteligência artificial em seu último discurso na Assembleia-Geral.

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Foto: G1 Mundo
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22/09 às 10:45 · atualizado 12:04

Pontos principais

  • António Guterres abriu a 81ª Assembleia-Geral da ONU com um discurso de despedida focado em desafios globais.
  • O secretário-geral admitiu que a organização enfrenta uma crise de relevância e eficácia.
  • Guterres defendeu a reforma do Conselho de Segurança para refletir a realidade geopolítica atual.
  • A inteligência artificial foi apontada como uma ameaça que avança mais rápido que a compreensão humana.
  • O líder da ONU pediu a criação de órgãos independentes para regular a IA e o uso de armas autônomas.

Em seu último discurso na abertura da 81ª Assembleia-Geral da ONU, o secretário-geral António Guterres fez um balanço crítico de sua gestão e da situação global. O diplomata admitiu que a organização enfrenta uma crise profunda, marcada pela falha da diplomacia em conter conflitos no Oriente Médio, Ucrânia, Sudão e Mianmar. Segundo Guterres, o cenário atual exige uma reforma urgente no Conselho de Segurança para que a instituição recupere sua legitimidade e representatividade diante das novas dinâmicas mundiais.

Além das questões geopolíticas, o secretário-geral destacou a inteligência artificial como um desafio existencial para a humanidade. Ele alertou que o desenvolvimento tecnológico ocorre em um ritmo superior à capacidade humana de compreender e controlar seus efeitos, defendendo a criação de órgãos independentes para a regulação global do setor e de armas autônomas. Para Guterres, o poder militar e tecnológico isolado não é suficiente para garantir a paz, sendo necessário um compromisso renovado com o direito internacional e a cooperação multilateral.

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