Presenteísmo: por que profissionais trabalham mesmo doentes
O fenômeno do presenteísmo reflete a pressão cultural e psicológica que leva trabalhadores a ignorar problemas de saúde para manter a produtividade.
Pontos principais
- O presenteísmo ocorre quando funcionários trabalham mesmo estando doentes.
- Entre um terço e metade dos trabalhadores no Reino Unido relatam a prática.
- A identidade pessoal atrelada ao trabalho impulsiona o medo de parecer fraco.
- Culturas organizacionais tóxicas priorizam metas em detrimento do bem-estar.
- Especialistas defendem equiparar a saúde mental à física em licenças médicas.
O presenteísmo, prática em que profissionais continuam exercendo suas funções mesmo estando fisicamente ou mentalmente debilitados, tem se tornado um desafio crescente no ambiente corporativo. Estudos indicam que o fenômeno afeta uma parcela significativa da força de trabalho, sendo impulsionado pela centralidade do emprego na identidade do indivíduo e pelo receio de serem estigmatizados como preguiçosos ou pouco comprometidos com a organização.
Além dos fatores psicológicos, a cultura organizacional desempenha um papel determinante ao priorizar metas de produtividade em detrimento da saúde dos colaboradores. Especialistas alertam que ambientes de trabalho sobrecarregados desencorajam o afastamento médico, perpetuando um ciclo de exaustão. Para mitigar esse cenário, a recomendação é que as empresas passem a tratar a saúde mental com a mesma seriedade e legitimidade atribuídas às condições físicas na gestão de licenças.
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