Presenteísmo cresce no Brasil e preocupa especialistas em saúde
O hábito de trabalhar doente, impulsionado pela sobrecarga e medo de demissão, afeta a produtividade e a saúde mental dos profissionais brasileiros.
Pontos principais
- Mais de 70% dos brasileiros já trabalharam mesmo precisando de repouso médico.
- O trabalho remoto facilitou o 'presenteísmo digital', dificultando pausas necessárias.
- A prática eleva riscos de erros operacionais, acidentes e agravamento de quadros como burnout.
- Especialistas recomendam que empresas treinem lideranças para identificar sinais de esgotamento.
O fenômeno do presenteísmo, caracterizado pela permanência do colaborador em suas funções mesmo sem condições físicas ou mentais adequadas, tem se tornado um desafio crescente no mercado de trabalho brasileiro. Impulsionado pela sobrecarga de tarefas e pelo receio de demissões, o comportamento é agravado pelo trabalho remoto, que criou uma modalidade de 'presenteísmo digital' onde a pressão por produtividade constante impede o descanso necessário. Especialistas alertam que essa prática não apenas compromete a qualidade das entregas, aumentando a incidência de erros e acidentes, mas também acelera o esgotamento profissional e o desenvolvimento de doenças como o burnout. Embora a legislação brasileira assegure o direito ao afastamento médico, a cultura organizacional ainda pressiona muitos profissionais a ignorarem seus limites. Para mitigar o problema, recomenda-se que as empresas priorizem a saúde mental e capacitem gestores para reconhecer precocemente os sinais de fadiga extrema.
Comentários
Carregando comentários...
