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Paramount fecha acordo com 12 estados e avança na fusão com a Warner

A Paramount Skydance encerrou processos judiciais com 12 estados americanos, removendo obstáculos para a fusão de US$ 110 bilhões com a Warner Bros. Discovery.

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Foto: G1 - Economia
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21/09 às 13:15 · atualizado 15:31

Pontos principais

  • Acordo encerra ações judiciais movidas por 12 estados, incluindo a Califórnia.
  • Fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery é avaliada em US$ 110 bilhões.
  • Paramount se comprometeu a lançar 30 filmes por ano, sob multa de US$ 30 milhões por unidade não produzida.
  • Criação de conselhos editoriais independentes para CNN e CBS foi estabelecida como condição.
  • Acerto evita multa diária de US$ 7 milhões devida aos acionistas da Warner após 30 de setembro.
  • Operação já contava com aprovação de reguladores federais dos EUA, União Europeia e Reino Unido.
  • A fusão unificará estúdios, redes de televisão e plataformas de streaming como Paramount+ e HBO Max.

A Paramount Skydance Corp. firmou um acordo com 12 estados americanos para encerrar ações judiciais que contestavam a aquisição da Warner Bros. Discovery Inc. O litígio, liderado pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, alegava que a fusão de US$ 110 bilhões reduziria a concorrência no mercado de mídia. Com a resolução, a empresa remove um dos últimos entraves legais que poderiam adiar a conclusão do negócio até 2027.

Para viabilizar a operação, a Paramount aceitou compromissos rigorosos, incluindo a manutenção de uma meta de produção de 30 filmes anuais, sob pena de multa de US$ 30 milhões por cada título não entregue. Além disso, o acordo prevê a criação de conselhos editoriais independentes para a CNN e a CBS, visando garantir a autonomia jornalística das redes. A medida também permite que a companhia evite uma multa diária de US$ 7 milhões que seria paga aos acionistas da Warner caso a fusão não fosse concretizada após o prazo de 30 de setembro.

A fusão, que já havia recebido o sinal verde de reguladores federais dos Estados Unidos, da União Europeia e do Reino Unido, unificará grandes estúdios de Hollywood, serviços de streaming e operações de notícias a cabo. A expectativa é que o desfecho do processo judicial acelere a integração das estruturas corporativas, consolidando um dos maiores conglomerados de entretenimento do mundo.

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